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Lei sobre direito autoral (9610/98)
Capítulo IV
Das Limitações aos Direitos Autorais

Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:

III - a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e a origem da obra;

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Por que as testemunhas de jeová não aceitam transfusão de sangue? Eutanasia Passiva- Liderança muda diretrizes em 2026



 Depois de 64 anos sobre transfusão de sangue as Testemunhas de Jeová passam a aceitar sangue autólogo e componentes básicos do sangue


São comuns os casos de testemunhas de jeová 



"as pessoas que vivem segundo à vontade de Deus não aceitam transfusões de sangue, mesmo que outros insistam que isso lhes salvaria a vida.” (Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna, p.129, 1995). “Portanto os verdadeiros cristãos não aceitam transfusões de sangue” (O Que Deus Requer de Nós? p25, 1996)

Já por muito tempo as Testemunhas de Jeová se recusam a aceitar transfusões de sangue total por motivos religiosos. Esse ensinamento fundamental se baseia na ordem bíblica de ‘abster-se de sangue’ (Atos 15:20) e permanece inalterado.   Informações para autoridades e jornalistas- setembro de 2026  Site oficial  https://www.jw.org/pt/informacoes-autoridades-jornalistas/pais/noticias-mundiais/Cada-Testemunha-de-Jeov%C3%A1-decide-agora-se-vai-aceitar-ou-doar-componentes-principais-do-sangue/

 

 

Em 20 de março de 2026, o órgão dirigente das Testemunhas de Jeová atualizou suas diretrizes médicas para permitir que os membros decidam se desejam se submeter à coleta, armazenamento e transfusão de sangue autólogo como parte de seu tratamento.
"Boletim do Corpo Governante (2026) — n.º 2
Neste boletim, vamos esclarecer nossa posição sobre o uso do sangue do próprio paciente em procedimentos médicos e cirúrgicos."



Em 18 de setembro de 2026 , o corpo governante das Testemunhas de Jeová passou a aceitar aos quatros principais componentes do sangue: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma ou plaquetas do sangue.


A mudança ocorre depois da morte de milhares de pessoas devido as proibições anteriores, veja o vídeo, a divulgação do site para jornalistas e o boletim:

 Vídeo  de Paul Gillies, porta-voz internacional das Testemunhas de Jeová



 

"INFORMAÇÕES PARA AUTORIDADES E JORNALISTAS
Cada Testemunha de Jeová decide agora se vai aceitar ou doar componentes principais do sangue
Posição sobre transfusão de sangue total permanece inalterada



WARWICK, NOVA YORK (18 de setembro de 2026) — O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová anunciou nesta sexta-feira que a decisão de aceitar glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma ou plaquetas do sangue de outra pessoa é uma questão de consciência pessoal. Da mesma forma, cada Testemunha de Jeová deve decidir se doa ou não sangue com o objetivo claramente expresso de fornecer componentes ou frações para uso por outra pessoa.

Já por muito tempo as Testemunhas de Jeová se recusam a aceitar transfusões de sangue total por motivos religiosos. Esse ensinamento fundamental se baseia na ordem bíblica de ‘abster-se de sangue’ (Atos 15:20) e permanece inalterado.

Paul Gillies, porta-voz internacional das Testemunhas de Jeová, disse: “Para as Testemunhas de Jeová, o sangue continua sendo sagrado, e elas continuam a considerar a vida e o sangue como presentes preciosos de Deus. Reconhecemos que as decisões médicas envolvendo componentes do sangue são uma questão de consciência entre cada Testemunha de Jeová e seu Deus.”

Esse ajuste segue atualizações anteriores sobre o papel da consciência de cada pessoa em decidir usar frações do sangue ou o próprio sangue em procedimentos médicos. Visto que a Bíblia não faz comentários específicos sobre esses assuntos, eles são uma questão de consciência individual. Agora esse mesmo raciocínio foi estendido aos quatro componentes principais do sangue.

As Testemunhas de Jeová amam a vida e desejam receber o melhor tratamento médico disponível. Elas não praticam a cura pela fé e procuram médicos capazes de fornecer tratamentos eficazes que respeitem seus desejos, valores e crenças.

O porta-voz Paul Gillies também disse: “As congregações não se envolvem em decisões que dependem da consciência de cada pessoa. Continuaremos a respeitar e apoiar as decisões pessoais de nossos irmãos na fé. Também somos gratos aos muitos médicos habilidosos e compassivos que oferecem cuidados médicos de qualidade, respeitando nossas convicções pessoais em relação ao sangue.”

Existem mais de nove milhões de Testemunhas de Jeová em todo o mundo, organizadas em congregações em mais de 200 países e territórios." https://www.jw.org/finder?wtlocale=T&docid=702026706&srcid=share acesso em 07/10/26


"PERGUNTAS DOS LEITORES

Como as Testemunhas de Jeová mostram respeito pela vida?
Os servos de Jeová sempre se esforçaram em ter o mesmo ponto de vista que ele sobre a santidade da vida. É por isso que nós não apoiamos as guerras ou tiramos a vida de bebês que ainda não nasceram, e também nos esforçamos ao máximo para não fazer algo imprudente que poderia acabar tirando a nossa vida ou a de outros. Além disso, Jeová relaciona a santidade da vida com o sangue. Em Gênesis 9:4, Jeová deu a seguinte ordem a Noé: “Somente não comam a carne de um animal com seu sangue, que é a sua vida.” Orientados pelo espírito santo, os apóstolos também disseram que os cristãos deveriam se abster de sangue:

“Pois pareceu bem ao espírito santo e a nós não impor a vocês nenhum fardo além destas coisas necessárias: que persistam em se abster de coisas sacrificadas a ídolos, de sangue, do que foi estrangulado e de imoralidade sexual. Se vocês se guardarem cuidadosamente dessas coisas, tudo irá bem com vocês. Saudações!” — Atos 15:28, 29.

Isso significa que os cristãos não comem sangue nem carne que não foi sangrada. Mas essa ordem não é só uma orientação sobre o que não comer. É uma oportunidade para cada servo de Deus mostrar que tem o mesmo ponto de vista de Jeová sobre a vida. Obedecer a essa ordem inclui não consumir sangue. E como o princípio envolvido é o respeito pela vida, também inclui evitar a culpa de sangue de cometer um assassinato ou de fazer algo descuidado ou imprudente que acabe causando alguma morte. (Gên. 9:4-6; Sal. 36:9) Em todas essas áreas, as Testemunhas de Jeová sempre estiveram decididas a agir de uma forma que mostra que, assim como Jeová, encaram a vida e o sangue como sagrados.

Com respeito ao sangue, as Testemunhas de Jeová têm entendido que Atos 15 quer dizer que elas não devem consumir sangue total, nem por comer nem por receber uma transfusão, e também que elas não devem doar sangue. Essa posição protegeu o povo de Jeová em sentido espiritual e físico. Nós também aplicávamos esse princípio aos quatro componentes principais do sangue: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas. Pesquisas médicas têm mostrado a eficácia de tratamentos que não usam transfusões de sangue e evitam os riscos associados a elas.

No entanto, avanços nos tratamentos médicos levantaram muitas questões sobre como os princípios bíblicos se aplicam em várias situações envolvendo a saúde. Por isso, o Boletim do Corpo Governante (2026) — n.º 2 disse: “Os cristãos não estão debaixo da Lei mosaica. Mas nós obedecemos à lei que está no livro de Atos de ‘abster-se de sangue’. No entanto, a Bíblia não fala nada sobre o uso do sangue da própria pessoa em tratamentos médicos ou cirurgias. Então, assim como outras decisões sobre cuidados de saúde, cada cristão deve tomar uma decisão pessoal com respeito ao uso do seu próprio sangue em qualquer situação médica ou cirúrgica.” Esse esclarecimento com base na Bíblia permite que cada cristão faça o que diz Gálatas 6:5: “Cada um levará a sua própria carga.”


Depois de analisar mais o assunto com oração, o Corpo Governante decidiu que esse mesmo princípio se aplica aos quatro componentes principais do sangue total (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas) obtidos do sangue de outra pessoa. Então, cada cristão precisa tomar sua própria decisão sobre o uso desses quatro componentes principais em qualquer situação médica ou cirúrgica. Isso também significa que cada cristão deve decidir se vai ou não doar sangue quando for claro que o sangue só será usado para fornecer componentes ou frações para outra pessoa.


Será que isso significa que o Corpo Governante está dando menos importância ao assunto de tratamentos envolvendo os componentes principais do sangue? Não. Para o Corpo Governante, esse ainda é um assunto muito sério. Mas como a Bíblia não fala sobre os vários produtos que podem ser obtidos a partir do sangue, o Corpo Governante reconhece que não está autorizado a ir “além das coisas que estão escritas”, como diz 1 Coríntios 4:6. O Corpo Governante também reconhece a importância do que diz 2 Coríntios 1:24: “Não é que sejamos os donos da sua fé, mas somos colaboradores para a sua alegria, pois é pela sua fé que vocês estão de pé.”


Como o cristão deve encarar o assunto de aceitar ou não um ou mais dos quatro componentes principais? Cada cristão deve continuar considerando com oração os fatores envolvidos antes de tomar uma decisão. Não levar esse assunto a sério poderia prejudicar a consciência do cristão e a amizade preciosa dele com Jeová.

Que fatores um cristão deve levar em conta quando for tomar alguma decisão médica que envolva aceitar um produto obtido a partir do sangue de outra pessoa? É provável que cada cristão chegue a uma conclusão diferente. Alguns talvez decidam rejeitar todos esses produtos porque acreditam que aceitar qualquer parte do sangue é errado. Pode ser que outros aceitem certos produtos porque representam uma pequena porcentagem do sangue total. Por exemplo, alguns componentes correspondem a uma porcentagem menor do sangue total do que certas frações que alguns cristãos já estavam dispostos a aceitar. Qualquer que seja o caso, Romanos 14:12 diz: “Cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.”

Para ajudar cada cristão a ter informações para tomar sua decisão, o Corpo Governante aprovou a publicação de uma tabela simples chamada “Produtos obtidos a partir do sangue total”, que está disponível no jw.org. Ela identifica alguns dos produtos mais comuns obtidos a partir do sangue.

Depois de considerar esses e outros fatores, cada cristão deve decidir se vai ou não aceitar um componente ou fração obtidos a partir do sangue de outra pessoa. A congregação não vai se envolver nessa decisão, e nenhum cristão deve julgar a escolha do outro. a

E se o emprego de um cristão envolve sangue ou produtos obtidos a partir do sangue? Os princípios do artigo “Perguntas Dos Leitores” da Sentinela de 15 de abril de 1999 podem ajudá-lo a tomar uma boa decisão e a manter a consciência limpa.

Resumindo, o que vimos neste artigo? Vimos que, como Testemunhas de Jeová, não aceitamos transfusões de sangue total nem doamos sangue para ser usado numa transfusão de sangue total em outra pessoa. Nós também não comemos sangue ou carne que não foi sangrada. Mas aceitar ou não componentes ou frações obtidos a partir do sangue de outra pessoa é uma decisão que cabe a cada cristão tomar. Além disso, cada cristão deve decidir se vai ou não doar sangue quando for claro que o sangue só será usado para fornecer componentes ou frações para outra pessoa.

Tenha certeza que o Corpo Governante continua decidido a mostrar respeito pela vida e pelo sangue, que são presentes preciosos de Jeová. Mas reconhecemos que cada cristão tem a responsabilidade diante de Jeová de usar a consciência para tomar decisões. Por isso, o Corpo Governante incentiva todos do povo de Deus a considerar com oração todos os fatores relevantes para sua situação ao tomar decisões médicas que envolvem produtos obtidos a partir do sangue. Dessa forma, cada cristão pode tomar uma decisão que o deixa de consciência limpa e mostra profundo respeito por Jeová, a Fonte da vida. — 1 Tim. 1:5.

Nota: Este artigo é baseado nas informações do Boletim do Corpo Governante (2026) — n.º 6 e vai ser publicado em um número futuro de A Sentinela https://www.jw.org/finder?wtlocale=T&docid=501100139&srcid=share

Comentário:

Após 64 anos (1962-2026) de proibição de uso de sangue total autólogo e dos quatros principais componentes do sangue: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma ou plaquetas do sangue o corpo governante das TJ reconheceu seu erro.  Isso depois de incansáveis criticas sobre sua interpretação bíblica equivocada e a incoerencia des seus argumentos que eram anticientíficos e ilógicos


HISTÓRICO COMPLETO DAS PROIBIÇLÕES SOBRE TRANSFUSÃO DE SANGUE


1- Sangue total, armazenamento, componentes primários ou frações sanguíneas  ou circulação extra corpórea


A Sentinela 01/12/61 - pág. 736 "Se no futuro, ele persiste em aceitar transfusões de sangue... ele precisa ser cortado dela [da congregação] por ser desassociado."

A Sentinela de 15/03/1962, pág. 174 diz: "É errado suster a vida mediante infusões de sangue, plasma, glóbulos vermelhos ou várias frações de sangue? Sim! ... Quer seja sangue integral quer fração de sangue, ... Quer seja administrado por transfusão quer por injeção, a lei divina se aplica".

The Watchtower [A Sentinela] 15/09/1963, p. 559 “Quer seja total ou em frações, o nosso próprio ou o de outra pessoa, transfundido ou injetado, é errado.”


2-Sangue total, armazenamento, componentes primários ou frações sanguíneas

Portanto, se o pessoal médico sugere que o cristão deixe que se retire um pouco de seu sangue para ser depositado num banco de sangue, para posteriores fins de transfusão, o cristão não está sem a orientação da Bíblia sobre o proceder correto a adotar. Pode mencionar que aos antigos israelitas foi mandado que o sangue retirado fosse ‘derramado na terra como água’, para mostrar que era para Deus, não para sustentar a vida de alguma criatura terrena. (Deu. 12:24) E ele pode indicar a ordem específica de que os cristãos se ‘abstenham de sangue’. Em vista disso, como poderia permitir que seu sangue fosse recolhido para um banco de sangue, para uma transfusão posterior em si mesmo ou em outra pessoa?

● Que dizer dum aparelho, tal como a bomba coração-pulmão ou a máquina de diálise (rim artificial)? Pode o cristão recorrer a tais?

Há testemunhas cristãs de Jeová que, em boa consciência, permitiram o uso de tais aparelhos, desde que as máquinas fossem preparadas com um fluido que não fosse de sangue, tal como a solução de lactato de Ringer.

Quando esta espécie de aparelho está em operação, o sangue do paciente passa dum vaso sanguíneo para uma tubulação e a máquina (que o bombeia, oxigena e/ou filtra), e depois volta ao sistema circulatório. A máquina realiza temporariamente algumas das funções que normalmente são efetuadas pelos órgãos do próprio paciente.

Alguns cristãos têm arrazoado conscienciosamente que o sangue flui continuamente e que o circuito externo pode ser encarado como extensão circulatória. Eles têm considerado isso comparável a um pedaço de tubo que talvez fosse implantado no corpo para fazer o sangue contornar um vaso bloqueado.

Naturalmente, cada cristão deve pesar o que está envolvido no uso destes aparelhos ou de outros similares. Deve tomar em consideração se ele encara o sangue envolvido como sangue que claramente saiu de seu corpo e assim devia ser eliminado, ou como sangue que, basicamente, ainda faz parte de seu sistema circulatório. (Deu. 12:16) Daí, poderá tomar uma decisão que lhe permita ter uma consciência limpa perante Deus. — 1 Ped. 3:16. 

A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1978 p. 30
Perguntas dos Leitores


3- Sangue Total, armazenamento e 4 componentes primários


Perguntas dos Leitores

◼ Aceitam as Testemunhas de Jeová injeções de frações do sangue, tais como imunoglobulinas ou albuminas?

Algumas aceitam, crendo que as Escrituras não proíbem explicitamente que se aceite a injeção de pequenas frações, ou componentes, extraídas do sangue.

Foi o Criador quem primeiro impôs a toda a humanidade a obrigação de evitar ingerir sangue: “Todo animal movente que está vivo pode servir-vos de alimento. . . . Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.” (Gênesis 9:3, 4) O sangue era sagrado e por isso só podia ser usado em sacrifícios. Não sendo usado para esse fim, devia ser derramado no solo. — Levítico 17:13, 14; Deuteronômio 12:15, 16.

Não se tratava duma restrição temporária imposta aos judeus. A necessidade de se abster de sangue foi reafirmada para os cristãos. (Atos 21:25) Ao redor deles, no Império Romano, era comum a violação da lei de Deus, pois o povo comia alimentos preparados com sangue. Era também violada por razões “de saúde”; relata Tertuliano que alguns homens ingeriam sangue pensando que isso pudesse curar a epilepsia. ‘Engoliam sofregamente, com avidez, o sangue dos criminosos mortos na arena.’ Acrescenta: “Corai de vergonha pelos vossos modos vis, diante dos cristãos, que nem mesmo tem o sangue de animais nas suas refeições.” As Testemunhas de Jeová da atualidade estão igualmente decididas a não violar a lei de Deus, a despeito de quão comum seja para outros comer alimentos preparados com sangue. Na década de 40, as transfusões de sangue passaram a ser amplamente usadas, e as Testemunhas de Jeová reconheceram que obedecer a Deus requeria que também evitassem transfusões de sangue, mesmo que médicos as recomendassem.

A princípio, a maior parte das transfusões aplicadas consistiam em sangue total. Mais tarde, os pesquisadores começaram a separá-lo em seus componentes primários, pois os médicos concluíram que determinado paciente talvez não precise de todos os principais elementos que compõem o sangue. Administrando-se-lhe apenas um componente, ele correria menos riscos, e os médicos poderiam aproveitar ainda mais o sangue disponível.

Pode-se separar o sangue humano em matéria celular escura e num líquido amarelado (o plasma ou o soro). Os elementos celulares (45 por cento do volume) consistem no que são comumente chamados glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. O plasma constitui os outros 55 por cento. Este compõe-se de 90 por cento de água, mas transporta pequenas quantidades de diversas proteínas, hormônios, sais e enzimas. Hoje, boa parte do sangue doado é separado nesses componentes primários. Pode-se administrar a um paciente uma transfusão de plasma (talvez plasma fresco congelado; sigla em inglês: FFP) para tratar estados de choque. Mas, a um paciente anêmico, pode-se administrar uma papa de hemácias, isto é, glóbulos vermelhos que foram estocados e daí colocados num líquido e transfundidos. Plaquetas e glóbulos brancos também são transfundidos, embora mais raramente.

Nos tempos bíblicos, o homem não tinha desenvolvido tais técnicas para a utilização desses componentes. Deus simplesmente ordenou: ‘Abstende-vos de sangue.’ (Atos 15:28, 29) Mas por que deveria alguém pensar que faz diferença se o sangue é total ou separado nesses componentes? Embora alguns homens bebessem sangue, os cristãos se negavam a fazê-lo, mesmo que isso significasse a morte. Acha que eles reagiriam de maneira diferente se alguém coletasse sangue, deixasse-o separar-se e daí lhes oferecesse só o plasma ou apenas a parte coagulada, talvez num chouriço? De modo algum! Portanto, as Testemunhas de Jeová não aceitam transfusões de sangue total nem de seus componentes primários (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas ou plasma) usados para o mesmo propósito.


Porém, como sugere a pergunta, os cientistas descobriram frações especializadas do sangue e como empregá-las. Um ponto controvertido comum envolve as proteínas plasmáticas — globulinas, albumina e fibrinogênio. É provável que o uso terapêutico mais difundido delas seja a injeção de imunoglobulina. Por que se faz isso?

O corpo é capaz de produzir anticorpos contra certas doenças, proporcionando imunidade ativa. Esta é a base para a inoculação antecipada com vacinas (toxóides) contra poliomielite, caxumba, rubéola (sarampo), difteria-tétano-coqueluche (tríplice) e febre tifóide. Contudo, caso alguém recentemente tenha ficado exposto a determinadas doenças graves, os médicos talvez recomendem a injeção dum soro (antitoxina) para dar-lhe imunidade passiva imediata. Até há pouco tempo, tais injeções eram produzidas pela extração de imunoglobulina, que contém anticorpos, duma pessoa já imunizada.a A imunidade passiva obtida da injeção não é permanente, pois os anticorpos injetados são, com o tempo, eliminados do organismo.

Em vista da ordem de ‘abster-se de sangue’, alguns cristãos acham que não devem aceitar uma injeção de imunoglobulina (proteína), mesmo em se tratando de apenas uma fração sanguínea. Sua posição é clara e simples — não aceitar nenhum componente do sangue em forma ou quantidade alguma.

Outros acham que um soro (antitoxina), tal como a imunoglobulina, contendo apenas uma pequenina fração do plasma sanguíneo dum doador e usado para reforçar suas próprias defesas contra uma doença, não é o mesmo que uma transfusão de sangue para sustentar a vida. Assim, sua consciência talvez não os impeça de aceitar a imunoglobulina ou frações similares.b  É possível que concluam que para eles o que determinará a decisão é primariamente se estarão dispostos a aceitar quaisquer riscos para a saúde decorrentes duma injeção feita à base do sangue de outra pessoa.

É significativo que o sistema sanguíneo duma gestante é separado do sistema do feto; os seus tipos sanguíneos não raro são diferentes. O sangue da mãe não passa para o feto. Elementos formados (células) do sangue materno não cruzam a barreira placentária para penetrar no sangue do feto nem o faz o plasma como tal. Com efeito, se acidentalmente o sangue da mãe se misturar com o do feto, podem-se desenvolver mais tarde problemas de saúde (incompatibilidade de Rh ou ABO). Contudo, algumas substâncias do plasma passam para a circulação do feto. Será que as proteínas plasmáticas, tais como a imunoglobulina e a albumina também passam? Sim, algumas.

A gestante tem um mecanismo ativo pelo qual um pouco de imunoglobulina transfere-se do sangue da mãe para o do feto. Visto que essa transferência natural de anticorpos para o feto ocorre em toda gestação, os bebês nascem com certo grau de imunidade normal que os protege contra determinadas infecções.

Algo similar acontece com a albumina, que os médicos talvez prescrevam como tratamento para estados de choque ou outros quadros clínicos.c Os pesquisadores provaram que a albumina plasmática também é transportada, embora menos eficientemente, pela placenta, da mãe para o feto.

Esta transferência natural de algumas frações protéicas do plasma para o sistema sanguíneo de outrem (o feto) pode ser outro fator a ser considerado quando o cristão tem de decidir se aceitará imunoglobulina, albumina ou injeções similares de frações do plasma. Uma pessoa talvez decida que pode aceitar isso em boa consciência; ou talvez conclua que não pode. Cada indivíduo tem de resolver o assunto em base pessoal perante Deus.
 A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1990 01/06 p. 30


[Nota(s) de rodapé]

As Testemunhas de Jeová não aceitam transfusões de sangue total, de hemácias, de leucócitos, de plaquetas ou de plasma sanguíneo. Quanto a frações menores, tais como de imunoglobulinas, veja A Sentinela de 1.° junho de 1990, páginas 30-1.

As Testemunhas crêem que o sangue retirado do corpo deve ser inutilizado, de modo que não aceitam a autotransfusão de sangue retirado de antemão e guardado. As técnicas de coleta ou de hemodiluição intra-operatórias que envolvam guardar o sangue para ser reposto, lhes são inaceitáveis. Entretanto, muitas Testemunhas permitem o uso de equipamento de diálise, do coração-pulmão artificial (não se empregando sangue como volume de escorva), e o reaproveitamento intra-operatório, caso a circulação extracorpórea seja ininterrupta; o médico deve consultar o paciente sobre o que a consciência deste lhe dita. Como pode o sangue salvar a sua vida?” 1990). 

 

“Elas rejeitam todas as transfusões de sangue total ou dos quatro componentes primários do sangue- glóbulos vermelhos, plasma, glóbulos brancos plaquetas. Quanto ás várias frações derivadas desses quatro componentes, e produtos que contenham tais frações, a Bíblia não faz nenhum comentário.”(Revista Despertai p,11.agosto de 2006)

 
O que a Bíblia diz sobre transfusões de sangue? 2026

 resposta da Bíblia


A Bíblia nos proíbe de tomar sangue por qualquer via. Assim, não devemos aceitar sangue total ou seus componentes primários, quer como alimento, quer numa transfusão. Veja os textos a seguir:
Gênesis 9:4. Embora tivesse permitido que Noé e sua família passassem a se alimentar de carne animal após o Dilúvio, Deus os proibiu de comer o sangue. Ele disse a Noé: “Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.” Desde então, isso se aplica a todos os humanos, porque todos são descendentes de Noé.
Levítico 17:14. “Não deveis comer o sangue de qualquer tipo de carne, porque a alma de todo tipo de carne é seu sangue. Quem o comer será decepado da vida.” Para Deus, a alma, ou vida, está no sangue e pertence a Ele. Embora essa lei tenha sido dada apenas à nação de Israel, ela mostra a importância que Deus dava a não comer sangue.
Atos 15:20. ‘Abstenham-se do sangue.’ Deus deu aos cristãos a mesma proibição que deu a Noé. A História mostra que os primeiros cristãos não consumiam sangue, nem mesmo para fins medicinais.
Por que Deus nos manda nos abster do sangue?
Há bons motivos médicos para evitarmos transfusões de sangue. No entanto, o mais importante é que Deus nos manda nos abster do sangue porque ele representa a vida, que é algo sagrado para Deus. — Levítico 17:11; Colossenses 1:20."   
https://www.jw.org/pt/ensinos-biblicos/perguntas/biblia-transfusoes-de-sangue/   acesso em 07/10/26  
A página consultada ainda apresenta a posição anterior sobre a aceitação dos componentes principais, embora o site já tenha publicado um anúncio específico sobre a nova orientação.




Respostas e comentários:


1- No caso de necessidade  de transfusão de sangue, a omissão  configura eutanásia passiva, segundo a definição do CFM

"na eutanásia passiva, omitem-se ou suspendem-se arbitrariamente condutas que ainda eram indicadas e proporcionais, que poderiam beneficiar o paciente" Conselho Federal de medicina- revista bioética, volume 16 nº 1-2008, p.63
"qualquer conduta de omissão e suspensão de suporte artficial, mesmo útil..." p.64
"a eutanásia passiva consiste na suspensão ou omissão deliberada de medidas que seriam indicadas naquele caso..." p.67

Observem que o ensino das Testemunhas de Jeová sobre a proibição de transfusão pode fazer com que o paciente chegue a óbito pela omissão da conduta que era indicada e proporcional.

OBSERVAÇÃO:
O conceito de eutanásia adotado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) é de natureza estritamente ético-profissional e bioética, sendo totalmente independente de sua classificação, tipificação ou punição na esfera criminal

Recentemente O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou apenas duas teses de Repercussão Geral no Tema 1.069 (julgamento conjunto do RE 1.212.272 e RE 979.742):

Primeira Tese: Garante ao paciente capaz o direito de recusar tratamentos por motivos religiosos, desde que por decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida (inclusive por Diretiva Antecipada de Vontade).

Segunda Tese: Permite procedimentos alternativos no SUS sem sangue, desde que haja viabilidade técnico-científica de sucesso, anuência da equipe médica e decisão informada do paciente (prevendo o custeio do transporte caso o local não tenha a estrutura). https://jurishand.com/jurisprudencia-stf-1212272-de-26-novembro-2024

A polemica se ascendeu por causa da segunda tese

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) promoveu, nesta quarta-feira (21), reunião de Grupo de Trabalho para analisar os efeitos da decisão do RE 1212272-AL do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a recusa terapêutica por motivos religiosos, com especial repercussão nos casos envolvendo Testemunhas de Jeová. O encontro teve como objetivo avaliar a compatibilidade da decisão da Corte com a Resolução CFM n°2.232, que regulamenta o tema, e discutir eventuais ajustes normativos....
A discussão concentrou-se, sobretudo, nos dispositivos relacionados às situações de urgência e emergência, bem como nos artigos que tratam da objeção de consciência e dos limites da recusa terapêutica quando há risco relevante à vida ou à saúde de terceiros. Os participantes avaliaram a necessidade de eventuais ajustes redacionais para evitar conflitos interpretativos e reforçar a proteção ética e legal do médico diante de cenários complexos e de alta pressão decisória. “A Resolução tem que dar um amparo ao médico, para que ele possa interpretar e agir com segurança. Precisamos ter uma linguagem que o médico entenda”, destacou Mauro Ribeiro.

 Resolução do CFM 2232

Art. 11. Em situações de urgência e emergência que caracterizarem iminente perigo de morte, o médico deve adotar todas as medidas necessárias e reconhecidas para preservar a vida do paciente, independentemente da recusa terapêutica

2- As Testemunhas de Jeová proíbem a prática de transfusão de sangue baseados em proibições de comer sangue do Antigo Testamento Gn 9:4; Lv 7:26-27; ; Lv 17:10; Dt 12:15-16, repetidas em At 15:20,28-29


Todas estas passagens referem-se à dietas alimentares, sobre a proibição de se ingerir sangue.

Quando alimentamos, tal alimento é digerido- o que não ocorre na transfusão, pois o sangue permanece com suas características no organismo, circulando e desempenhando sua função, o mesmo ocorre com transplante de órgãos.
Não há nenhuma base bíblica que proíba a transfusão de sangue como visto acima


3- Abster-se do sangue , significa não ingerir sangue
As TJ argumentam que: "Se um médico dissesse para nos abstermos de bebidas alcoolicas, dificilmente tomaríamos a liberdade de injetá-la na veia" (Revista Despertai p. 11, agosto de 2006).

Vejam que este argumento é uma falácia, primeiro porque está inserido dentro do contexto de dieta alimentar, ingestão de alimentos, passando pelo tubo digestivo e sofrendo transformação,o que não acontece numa transfusão!

Pois como a mesma revista, refuta a si mesma, quando cita o diretor do serviço de transfusão de sangue de Edimburgo: “se lembrem de que a transfusão é um transplante e, por isso, não é uma decisão trivial” (Idem p. 6)

4- A violação do suposto mandamento

Ainda que  transfusão fosse mandamento bíblico Jesus ensinou que em ocasiões de risco de vida deve-se fazer de tudo para salvá-la, inclusive violando mandamentos menores  Mt 12

Mt 12:1 Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. 

2  Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado. 3  Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? 4  Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? 

 5 Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa?  Pois eu vos digo: 6  aqui está quem é maior que o templo. 7  Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes.


Existem casos extremos onde a única solução para se salvar uma vida humana depende da transfusão de sangue, pois pode acontecer de não haver substitutos sangüíneos, nestes casos as Testemunhas de Jeová preferem praticar o homicídio passivo (eutanásia passiva), não permitindo a prática da transfusão.


5- Histórico de banalização com a vida humana- transplantes e vacinas

No passado a ATVBT (Associação Torre de Vigia de Bíblia e Tratados) proibia transplantes. A revista  [Watchtower] de 15/11/67 p. 702 e em portugues w 1968 1/6 pág. 349-350


Quando há um órgão doente ou defeituoso, o modo usual de a saúde ser restaurada é por receber substâncias nutritivas. O corpo utiliza o alimento ingerido para consertar ou curar o órgão, substituindo gradualmente as células. Quando os homens de ciência concluem que este processo normal não mais dará certo e sugerem a remoção do órgão e a substituição do mesmo de forma direta por um órgão de outro humano, isto é simplesmente um atalho. Aqueles que se submetem a tais operações vivem às custas da carne de outro humano. Isso é canibalesco. Não obstante, ao permitir que o homem comesse carne animal, Jeová Deus não deu permissão para os humanos tentarem perpetuar suas vidas por receberem canibalescamente em seus corpos a carne humana, quer mastigada quer na forma de órgãos inteiros ou partes do corpo, retirados de outros.

 Depois em The Watchtower [A Sentinela], 15 de Março de 1980, p. 31 declarou que embora alguns pensem ser canibalismo, de fato não é, a decisão de receber transplante ou não, é de cada TJ.
A  ATVBT proibia também a vacinação:

 “Usem os vossos direitos como cidadãos Americanos para abolir para sempre a prática diabólica das vacinações.” (Golden Age [A Idade de Ouro], 12/10/1921, p. 17)

 “A vacinação é uma violação direta do pacto eterno que Deus fez com Noé depois do dilúvio.” (Golden Age [A Idade de Ouro], 04/02/1931, p. 293).

 Posteriormente mudou de ideia.

6- A negação da lógica e da ciência- sangue armazenado e os componentes sanguineos 

Para obtenção de frações sanguíneas: preparados hemofílicos, imunoglobulinas e albumina, é necessário grandes quantidades de sangue armazenado; e a quantidade de glóbulos brancos (leucócitos) no leite materno é muito superior à no sangue. Além disso os componentes primários do sangue vem também de sangue armazenado. Como então o corpo governante proibe o sangue armazenado de sangue de outras pessoas, embora apartir de agora permite o autoarmazenamento. 


http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2015/01/apos-rejeitar-transfusao-testemunha-de-jeova-recebe-sangue-no-es.html


7- O Equívoco da barreira placentária
O argumento citado acima, que sempre foi errado era:

É significativo que o sistema sanguíneo duma gestante é separado do sistema do feto; os seus tipos sanguíneos não raro são diferentes. O sangue da mãe não passa para o feto. Elementos formados (células) do sangue materno não cruzam a barreira placentária para penetrar no sangue do feto nem o faz o plasma como tal. Com efeito, se acidentalmente o sangue da mãe se misturar com o do feto, podem-se desenvolver mais tarde problemas de saúde (incompatibilidade de Rh ou ABO). Contudo, algumas substâncias do plasma passam para a circulação do feto. Será que as proteínas plasmáticas, tais como a imunoglobulina e a albumina também passam? Sim, algumas.A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1990 01/06 p. 30


Mas já se sabia que não era assim antes de 1990:

O microquimerismo é definido como uma pequena população de células que se originam de outro indivíduo e, portanto, são geneticamente distintas das células do indivíduo hospedeiro ( Müller et al., 2015 ). Durante a gravidez, existem dois tipos de microquimerismo feto-materno: o microquimerismo fetal (MF) e o microquimerismo materno (MM). O MF é definido como a presença e persistência de células fetais em tecidos maternos, enquanto o MM é definido como a presença e manutenção de células maternas em tecidos fetais ( Bloch et al., 2013 ; Gadi et al., 2008 ; Gammill e Harrington, 2017 ; Shree et al., 2019 ) ( Figura 2 )....

 

O MF tem sido objeto de estudo desde o início do século XX. Em 1893, Schmorl identificou pela primeira vez células fetais nos pulmões de mulheres com eclampsia. Mais tarde, durante as décadas de 60 e 70, outros estudos apontaram para células hematopoiéticas fetais (monócitos, células Natural Killer, linfócitos T ou B) em mulheres saudáveis ​​e doentes ( Klintschar et al., 2006 ). Em 1981, Liegeois et al. localizaram células fetais em tecidos maternos de camundongos, o que impulsionou a pesquisa sobre FMc ( Liégeois et al., 1981 ).
Em mamíferos placentários, ocorre um tráfego celular transplacentário bidirecional entre mãe e feto durante a gestação. A presença e persistência de células fetais em tecidos maternos é conhecida como microquimerismo fetal (MCF). O MCF apresenta alto potencial multilinagem, com grande capacidade de diferenciação e integração funcional ao tecido materno. O MCF foi encontrado em diversos tecidos maternos em modelos animais e em humanos. Sua permanência no organismo materno por até décadas após o parto sugere que ele possa desempenhar um papel essencial na fisiopatologia materna. Estudar a presença, a localização e as características do MCF em tecidos maternos é fundamental para compreender seu impacto no organismo da mulher...
De forma semelhante, em humanos, as células fetais atravessam a barreira placentária e entram na circulação materna entre a quarta e a sexta semana de gestação, aumentando significativamente durante a gravidez (n = 72) aos 30 e 50 dias de gestação, com um aumento do DNA fetal, atingindo até 2,7% do DNA total no terceiro período gestacional ( Jimenez e Tarantal, 2003b ). Cómitre-Mariano B, Martínez-García M, García-Gálvez B, Paternina-Die M, Desco M, Carmona S, Gómez-Gaviro MV. Feto-maternal microchimerism: Memories from pregnancy. iScience. 2021 Dec 29;25(1):103664. doi: 10.1016/j.isci.2021.103664. PMID: 35072002; PMCID: PMC8762399.
A maioria das células microquiméricas origina-se da linhagem de células-tronco hematopoiéticas, embora também tenham sido detectados casos de células-tronco mesenquimais maternas nos tecidos da prole [ 13 ]. Nos tecidos fetais, foram identificados linfócitos T, linfócitos B, células NK, monócitos/macrófagos [ 2 ] e granulócitos maternos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) [ 14 ]. Como os granulócitos são tipicamente células de vida curta (4–9 h) [ 15 ] e são rapidamente eliminados da circulação, sua presença no sangue de mulheres jovens sugere a possível presença de células-tronco e progenitoras hematopoiéticas ativas no organismo [ 14 ], indicando hematopoiese quimérica. Essas células-tronco hematopoiéticas maternas foram encontradas nos tecidos da prole, Malinská N, Grobárová V, Knížková K, Černý J. Maternal-Fetal Microchimerism: Impacts on Offspring's Immune Development and Transgenerational Immune Memory Transfer. Physiol Res. 2024 Jul 17;73(3):315-332. doi: 10.33549/physiolres.935296. PMID: 39027950; PMCID: PMC11299782.




8- Por que só agora o corpo governante diz ter reconhecido que não está autorizado a ir “além das coisas que estão escritas”, como diz 1 Coríntios 4:6?

Na verdade como exposto acima ele sempre contrariou a ciência e a Bíblia em relação á transfusão de sangue, pois como vimos acima ela proíbe comer sangue e não transfusão ou transplante de sangue,


REFLEXÃO FINAL:
Primeiro morreram os que necessitavam de vacinas , sangue total e derivados e os que necessitavam de  transplante de órgãos.
Depois pouparam os que necessitavam de transplante de orgãos.
Depois pouparam os hemofilicos e pacientes que necessitavam de frações sanguineas.
Agora em 2026 pouparam que precisavam de leucócitos, plaquetas, plasma, hemacias e uso do próprio sangue.
Qaundo vao deixar de colocar em risco de vida a população que necessita de sangue estocado de outra pessoa para sobreviver?

Será que esse histórico de mortes, erros e injustiça não é o bastante?